O grande califado islâmico

estado-islamico-na-siriaO grupo radical EI (Estado Islâmico) não se preocupa com dinheiro. Além dos armamentos, veículos, operações de comunicação e divulgação e a realização de grandes atentados, a organização terrorista ainda paga um salário a seus militantes. Mas de onde vem tanto dinheiro?

O grupo estabeleceu um califado, uma forma de Estado dirigido por um líder político e religioso de acordo com a lei islâmica, a sharia. O ‘EI’ controla hoje um território que engloba partes da Síria e do Iraque.

As atividades que dão lucro ao EI são basicamente a venda de petróleo, de antiguidades no mercado negro, além dos impostos nas áreas controladas por eles, as extorsões e os sequestros.

O grupo não só destrói sítios arqueológicos, como o que foi visto em Palmira, na Síria. Eles também saqueiam e vendem antiguidades no mercado negro –peças de valores muito altos. E há compradores em muitos países. Estima-se que esta seja a segunda maior fonte de renda do grupo.

Islâmicos fundamentalistas formam o denominado Estado Islâmico e inobstante sua presença em apenas dois países, o grupo prometeu “romper as fronteiras” do Líbano e da Jordânia com o objetivo de “libertar a Palestina” e, para isso, tem pedido o apoio de todo o mundo muçulmano, além de exigir que todos jurem lealdade a seu líder (califa), Abu Bakr al-Baghdadi.

As raízes do EI vem desde 2002, quando o jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, já falecido, criou o grupo radical Tawhid wa al-Jihad. Um ano depois da invasão liderada pelos Estados Unidos no Iraque, Zarqawi jurou lealdade a Osama bin Laden e fundou as bases da Al Qaeda no Iraque, que se tornou na maior força insurgente dos anos de ocupação americana.

No entanto, depois da morte de Zarqawi em 2006, a Al Qaeda criou uma organização alternativa chamada “Estado Islâmico de Iraque” (Isi, na sigla em inglês), desbaratada pelos Estados Unidos.

Em 2010, Abu Bakr al-Baghdadi se tornou seu novo líder e reconstruiu a organização e realizou múltiplos ataques.

Autoridades americanas não acreditam que o “Estado Islâmico” tenha número elevado de combatentes. No entanto, o especialista em segurança iraquiano Hisham al-Hisham estima, no início de agosto, esse número em entre 30 mil a 50 mil.

Por volta de 30% deles o faz por pura convicção, enquanto o restante foi coagido pelos líderes do grupo a entrar nele. Um número considerável de combatentes não é iraquiano ou sírio. A consultoria Soufan, especializada em segurança no Oriente Médio, estima que haja ao menos 12 mil estrangeiros entre seus membros, dos quais 2,5 mil teriam vindo de países do Ocidente nos últimos três anos.

Depois dos últimos ataques os países com competência bélica precisam agir com presteza para dizimar todo o grupo.

A inação vai em sentido à lógica absurda do Estado Islâmico. Por trás de sua ampla declaração de guerra existe o desejo ferrenho de afundar os povos numa terceira guerra mundial e sangrenta. E, na medida em que os terroristas estão sempre dispostos a morrer, perder ou ganhar esta grande guerra não faria diferença. A pretensão seria a formação de um grande califado, implantando o islamismo mundial. Não existe um novo Hitler, mas inúmeros deles, neste grupo. Agir é premente, agora.

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