Uma história de Paixão e Desejo

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Uma tarde se encontraram, em uma esquina da vida, olhares se cruzaram, sorrisos trocados. Aproximação perfeita se fez. Cumprimentos Arrepios. Mãos se roçaram. Novamente olhares quentes. O corpo ardeu.

Surgiu um algo mais. De meros desconhecidos a cúmplices foi um pulo. Ele, alto, atlético bonito, encantador e articulado a fitava com ar de mistério Os cabelos negros encaracolados pediam carícias. O cupido flechou o coração ela de forma natural, inegável, lançando  a alma  num mundo de sonhos e desejos

Se esbarraram algumas vezes naquele bar a beira-mar. Encontros casuais ou não. Que importava isso. Ele queria vê-la. Ela queria estar com ele, ouvir sua voz, apreciar seu sorriso.

Viveram seus beijos, carícias. Os corpos se deram prazer. Extasiada ela se entregou total.

Certa vez ele sumiu. A mesa ficou tão vazia. Seu coração pareceu oco e sem vida. O sol apagou-se no cair da tarde. Sonhou revê-lo, procurava por ele a cada homem alto e de caracóis brilhantes ao sol. Iludia-se com as lembranças. A cerveja perdeu o sabor, ficou amarga. Só a figura dele não se apagava de sua memória. Aquele homem  personificava sua sanidade.

Não lhe parecia justo. O jogo da vida brincara com seus sentimentos. Somente ela doara. Ele preferiu a fuga. Doeu nela. Arranhou-se. Torceu-se. A carência e instalou. Fora usada apenas. Guardou na gaveta da mente aqueles momentos.

Certa noite, coração opresso, ela o avistou. Sozinho, cabisbaixo, olhar inquieto procurando alguém Finalmente tomou coragem. Foi na direção dele. Antes de encontrá-lo, olhar nos olhos dele, a moça chegou. Loira, alta, esguia, os cabelos dourados esvoaçando ao vento morno da noite. Sentou-se ao lado dele, deu um beijo cálido no rosto.  Enraivecida de ciúmes, foi tomar satisfações.

Ele a observou e desdenhoso exclamou: “Não houve nada sério entre nós Jamais dei esperança a alguém”.

O desdém a atingiu em cheio. Mau caráter sem coração. Como alguém tão carinhoso  gentil se transforma num ser monstruoso como aquele homem a sua frente. Afastou-se desencantada. Tudo fora tão efêmero para ele, apesar de profundamente ardente para ela.

 Com o passar do tempo, ela continuou, perdida entre tantas ilusões, humilhada e perdida, até que o fogo ardente passou. Encontrou outro romance e se apaixonou de novo.

De vez em quando recordava dele e do momento em que se conheceram e se viram pela primeira vez. A formalidade das apresentações.

Ela – “Oi, meu nome é Paixão e o seu?”

Ele – “É Desejo.”

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