Cientistas descobrem maior sistema solar do universo

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Planeta: ao longo das investigações, a equipe descobriu que o planeta tem massa 12 vezes superior à de Júpiter e orbita ao redor de uma estrela anã

Um grupo de cientistas descobriu o maior sistema solar do universo conhecido, formado apenas por um planeta e uma estrela – separados por bilhões de quilômetros de distância. As informações são de fontes acadêmicas da Universidade Nacional Australiana.

“Surpreendeu-nos muito encontrar um objeto de massa baixa [o planeta] tão longe da sua estrela mãe”, comentou Simon Murphy, da Faculdade de Astronomia e Astrofísica da universidade australiana.

Esta faculdade conta com uma equipe internacional de investigadores que estudam o planeta, conhecido como 2MASS J2126-8140.

Ao longo das investigações, a equipe descobriu que o planeta tem massa 12 vezes superior à de Júpiter e orbita ao redor de uma estrela anã chamada TYC 9486-927-1.

Os dois corpos estão separados por uma distância equivalente a 6,9 mil unidades astronômicas, ou seja, 0,1 ano luz ou um trilhão de quilômetros, segundo um comunicado da Universidade Nacional Australiana.

Esta distância é “aproximadamente três vezes superior” à do que era considerado, até agora, o maior sistema solar existente.

Cientistas descobriram uma nova forma do carbono que é mais dura que diamante

diamante-diferenciadoNeste início de dezembro de 2015 pesquisadores descobriram uma nova forma de estrutura de carbono, chamada Q-carbono, que é mais dura que o diamante e permite que versões artificiais da pedra preciosa sejam feitas em condições normais de temperatura e pressão.

Uma equipe de cientistas de materiais da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos EUA, desenvolveu uma nova forma de carbono sólido que é diferente das estruturas conhecidas de grafite e diamante. Os pesquisadores sugerem que é improvável que ela ocorra no mundo natural – “o único lugar em que ela pode ser encontrada no mundo natural seria possivelmente no núcleo de alguns planetas”, eles explicaram.

Em vez disso, ele é feito em laboratório. Para isso, os pesquisadores usam uma superfície, como vidro, e revestem com o que eles se referem como carbono amorfo – um amontoado de átomos de carbono que ainda não estão ligados em uma estrutura como diamante. Eles então disparam pulsos de laser de 200 nano segundos no carbono, o que causa um aquecimento rápido – para temperaturas de até 3.727 graus Celsius – e depois resfriam.

O resultado é o que eles chamaram de Q-carbono. Em uma série de artigos científicos, incluindo um publicado no Journal of Applied Physics, a equipe explicou que o material é mais duro que o diamante, pode brilhar quando exposto a energia, e também é ferromagnético.

Ao modificar a técnica de produção e mudar quão rapidamente o pulso de laser aquece e resfria o carbono, a equipe também consegue criar estruturas de diamante em condições normais de temperatura e pressão. Normalmente, diamante sintético exige muita pressão durante a sua formação.

Mas não vá pensando que o Q-carbono vai aparecer logo em anéis ou em brocas de perfuração. Por enquanto, a equipe só conseguiu produzir algumas folhas do material que medem de 20 nanômetros a 500 nanômetros em espessura – cerca de 100 vezes mais fino do que um fio de cabelo humano.

“Podemos fazer películas de Q-carbono, e estamos aprendendo suas propriedades, mas ainda estamos nos primeiros passos do entendimento de como manipulá-lo,” admitiu Jay Narayan, que liderou o estudo. [Journal of Applied Physics, APL Materials via NC State]

Forma de armazenar o conhecimento humano para a eternidade

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E não é um livro ou um computador. Para saber como tudo que conhecemos como espécie poderia caber em um espaço do tamanho de um elevador, leia o artigo.

É fácil supor que o conhecimento humano é estável – que tudo que aprendemos irá perdurar por milênios.

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No entanto, a história oral pode evoluir à medida que passa entre gerações, os livros podem ser destruídos, e armazenamento digital é mais frágil e transitório do que muitos supõem. Os discos rígidos e servidores que sustentam o nosso mundo de hoje acabará por se tornar ilegível ao passar dos anos. Os nossos métodos de armazenamento pode nos servir bem agora, mas eles estão longe de serem imortais.

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“Onde e como devemos guardar o conhecimento da humanidade para a posteridade?”

Então, onde e como devemos guardar o conhecimento da humanidade para a posteridade? Não há um caminho, mas uma possibilidade: utilizar o código fundamental da própria vida. Os pesquisadores Robert Grama e Reinhard Heckel do ETH Zurique, na Suíça acreditam que todos os dados do Facebook e da Wikipédia caberiam em algumas gotas de líquido; todo o conhecimento da civilização poderia existir dentro de poucos metros cúbicos.

Os avanços tecnológicos e científicos mais surpreendentes e às vezes pouco conhecidos dos tempos modernos estão nas mentes inovadoras por trás deles. Todos os dados do mundo poderiam ser programados para o código que faz cada um de nós: humano. Certificar-se de que a informação pode ser armazenada em um meio biológico está longe de ser fácil, mas é isto que esses dois cientistas estão tentando provar.

O DNA será a melhor maneira de armazenar dados?