Cientistas descobriram uma nova forma do carbono que é mais dura que diamante

diamante-diferenciadoNeste início de dezembro de 2015 pesquisadores descobriram uma nova forma de estrutura de carbono, chamada Q-carbono, que é mais dura que o diamante e permite que versões artificiais da pedra preciosa sejam feitas em condições normais de temperatura e pressão.

Uma equipe de cientistas de materiais da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos EUA, desenvolveu uma nova forma de carbono sólido que é diferente das estruturas conhecidas de grafite e diamante. Os pesquisadores sugerem que é improvável que ela ocorra no mundo natural – “o único lugar em que ela pode ser encontrada no mundo natural seria possivelmente no núcleo de alguns planetas”, eles explicaram.

Em vez disso, ele é feito em laboratório. Para isso, os pesquisadores usam uma superfície, como vidro, e revestem com o que eles se referem como carbono amorfo – um amontoado de átomos de carbono que ainda não estão ligados em uma estrutura como diamante. Eles então disparam pulsos de laser de 200 nano segundos no carbono, o que causa um aquecimento rápido – para temperaturas de até 3.727 graus Celsius – e depois resfriam.

O resultado é o que eles chamaram de Q-carbono. Em uma série de artigos científicos, incluindo um publicado no Journal of Applied Physics, a equipe explicou que o material é mais duro que o diamante, pode brilhar quando exposto a energia, e também é ferromagnético.

Ao modificar a técnica de produção e mudar quão rapidamente o pulso de laser aquece e resfria o carbono, a equipe também consegue criar estruturas de diamante em condições normais de temperatura e pressão. Normalmente, diamante sintético exige muita pressão durante a sua formação.

Mas não vá pensando que o Q-carbono vai aparecer logo em anéis ou em brocas de perfuração. Por enquanto, a equipe só conseguiu produzir algumas folhas do material que medem de 20 nanômetros a 500 nanômetros em espessura – cerca de 100 vezes mais fino do que um fio de cabelo humano.

“Podemos fazer películas de Q-carbono, e estamos aprendendo suas propriedades, mas ainda estamos nos primeiros passos do entendimento de como manipulá-lo,” admitiu Jay Narayan, que liderou o estudo. [Journal of Applied Physics, APL Materials via NC State]

Estrela que pode ser diamante foi descoberta no Universo

estrela-de-diamanteEstrelas são formadas por carbono e oxigênio, assim sua temperatura é extremamente fria . Os astrônomos acreditam que o carbono foi cristalizado, formando um diamante gigante do tamanho do planeta Terra.

Os cientistas e astrônomos ficaram animados com a descoberta dessa estrela de diamante  Um artigo sobre a descoberta foi publicado na revista Astrophysical Journal.

É a estrela do tipo  estrela anã branca mais fria e com o brilho mais fraco já identificada. Esse tipo de estrela costuma ter o tamanho da Terra e está em seu estágio final. Quando ocorre esse resfriamento intenso caracteriza-se a proximidade da morte. Desta forma, elas esfriam e desaparecem, em um processo que pode demorar bilhões de anos.

Essa estrela está no sistema binário PSR J2222-0137 composto por ela e por um pulsar, ou seja, uma estrela de nêutrons extremamente densa que gira em altíssima velocidade.

Os astrônomos descobriram esse diamante gigante a partir de observações feitas em instrumentos do Observatório Nacional de Radioastronomia (NRAO) e em outros observatórios.

Primeiro, eles identificaram um pulsar. Ele girava 30 vezes por segundo e estava gravitacionalmente ligado a um segundo corpo celeste, a anã branca. Cálculos determinaram a distância do sistema em relação ao planeta Terra, que é de 900 anos-luz.

Os cálculos dos cientistas também indicam que o pulsar tem uma massa 1,2 vez maior que a do Sol.

Já a estrela de diamante tem uma massa 1,05 vez maior do que a do Sol, condensada em um diâmetro parecido com o da Terra.  Conforme os pesquisadores, outras estrelas desse tipo já foram identificadas no Universo .Mas sua detecção é extremamente rara, pois elas têm um brilho muito fraco.

Por serem comuns, resta a esperança de que uma dessas estrelas seja encontrada mais perto da Terra para se precisar se são feitas de diamante efetivamente.