Finalista da viagem só de ida para Marte acusa: “É uma farsa”

MarteA organização Mars One foi criada pelo holandês Bas Lansdorp com um principal objetivo: enviar uma equipe de exploradores espaciais para Marte para colonizar o planeta. Um projeto ambicioso que recebeu milhares de candidatos interessados em ganhar uma viagem só de ida para Marte.

Um dos finalistas descreve agora tudo como uma “autêntica farsa”. Em declarações à revista Matter, Joseph Roche, disse que os selecionados ganham pontos para passar nas fases seguintes de forma aleatória e sem qualquer sistema de ranking. “A única maneira de conseguir ganhar pontos é comprando mercadorias [necessárias para levar na viagem até Marte] ou doando dinheiro”, frisou.

Doutorado em física e astrofísica, Roche classificou de “duvidosas” as formas como os responsáveis pelo projeto estão a arrecadar o financiamento que precisam para levar a cabo a expedição, que custará uns estimados 6 mil milhões de dólares.

O fundador da Mars One, Bas Lansdorp, já tinha referido anteriormente que o financiamento vive de doações por empresas privadas e outras companhias que subscreveram a campanha. No entanto, Roche tem uma opinião completamente contrária: “Os candidatos receberam, em fevereiro, uma lista de dicas e truques para lidar com as solicitações dos órgãos de comunicação social. Se os candidatos fossem pagos para dar uma entrevistas, a Mars One elucidava os candidatos a doarem “gentilmente” 75% do lucro arrecadado para o projeto”, contou.

O processo de seleção não escapou às duras críticas do professor que esperava vários dias de entrevistas, treinos e testes. Em declarações à revista Matter, Roche confessou que, no final das contas, o resultado foi uma única chamada de 10 minutos pelo Skype.

A primeira fase começa em 2018 através de uma missão exploratória. Dois anos depois, prevê-se o envio de um veículo espacial não-tripulado a Marte para estudar as condições, o ambiente e outros elementos do local. Em 2022 serão enviados robôs para garantir a sobrevivência dos colonizadores que serão enviados em 2024, numa viagem que, se for avante, vai marcar a primeira ida de seres humanos para Marte. Posteriormente serão enviados, de dois em dois anos, quatro pessoas para irem compondo o painel dos colonizadores em Marte.

Viagem privada sem volta a Marte já tem mais de 100 mil inscritos

viagem a Marte Mais de 100 mil pessoas se inscreveram para uma viagem sem volta à Marte, dentro de um projeto que pretende colonizar o planeta a partir de 2023.

As inscrições online, que ainda estão abertas até o dia 31 de agosto, fazem parte doMars One , iniciativa liderada pelo cientista holandês Bas Lansdorp, que participou de uma conferência no último dia 9 por meio do Twitter, para responder perguntas dos candidatos e jornalistas.

Lansdorp, que confirmou o número de inscritos aos principais jornais americanos esta semana, disse que a quantidade de candidatos tende a crescer ainda mais nas próximas semanas.

“Existe um grande número de pessoas que ainda está trabalhando nos próprios perfis, decidindo se pagam ou não pela inscrição ou continuam preparando os vídeos de apresentação, preenchendo os formulários e seus currículos”, explicou Bas em entrevista à rede de TV CNN.

Os candidatos que decidem se inscrever pagam uma taxa que, de acordo com os organizadores do Mars One, ajudará a financiar o custo do projeto, orçado em Us$ 6 bilhões (ou quase R$ 14 bilhões).

O valor da inscrição, que só pode ser feita por quem tem 18 anos ou mais, varia de acordo com o país. Nos EUA a taxa é de US$ 38 (ou cerca de R$ 86), sendo que no México o valor é menor – US$ 15 (ou aproximadamente R$ 34).

Patrocínio

O site oficial do Mars One iniciou no começo do mês a exibição de um documentário – o One Way Astronaut (Astronauta sem volta) – que explica o projeto em detalhes para aqueles que se dispuserem a morar em Marte. No entanto, para assistir ao filme, o internauta também precisa pagar – US$ 2,95 (R$ 6,79) para visualização online ou US$ 4,95 (R$ 11,32) para download.

“O Mars One é uma missão representando toda a humanidade e seu verdadeiro espírito será justificado apenas se pessoas de todo o mundo estiverem representadas. Eu me orgulho de ver exatamente isso acontecendo”, explica Lansdorp.

Todos os valores são justificados como doações para financiar os quase R$ 14 bilhões descritos como necessários para construir as estações para habitação em Marte, além de financiar o custo da própria viagem, que de acordo com o site da missão, levará sete meses e será “o próximo grande passo da humanidade”.

Em janeiro, o Mars One divulgou em anúncio oficial do próprio site que o Interplanetary Media Group – empresa que gerencia todos os investimentos de propriedade intelectual e mídia do projeto – também recebeu os primeiros investimentos privados cujo valor não foi divulgado. De acordo com o site da missão, o fundo irá financiar os custos de pesquisa e o processo de seleção do Mars One.

Seleção

Até agora, o site do projeto confirma ter recebido inscrições de mais de 120 países, incluindo o Brasil, EUA, China, Rússia, México, , Canadá, Colômbia, Argentina e Índia.

“O Mars One é uma missão representando toda a humanidade e seu verdadeiro espírito será justificado apenas se pessoas de todo o mundo estiverem representadas. Eu me orgulho de ver exatamente isso acontecendo”, disse Lansdorp em artigo publicado no site do Mars One.

Os futuros astronautas da missão serão escolhidos em 4 etapas.

Na primeira, a seleção é feita com base no currículo, carta de intenção e vídeo enviado pelo candidato. Na segunda fase, os candidatos devem apresentar atestado médico e físico e se encontrarão com comitês regionais da missão para entrevistas.

Na terceira etapa, o processo passa para o nível nacional, de onde sairá um candidato por país selecionado. Essa etapa será transmitida pela TV e internet em cada país participante e o público desses países decidirá o próprio representante dentre um grupo de 20 a 40 candidatos por nação.

Na etapa final, os candidatos restantes, que precisam se comunicar bem em inglês, participarão de um evento transmitido pela TV em todos os países participantes para selecionar apenas 24 astronautas.

Início às tentativas de macular a imagem de Joaquim Barbosa

joaquim_barbosa_afpDeu-se o início das reportagens com intenção de macular a imagem do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. Apesar de existir no regulamento do STF a possibilidade de o uso de cota para viagem pessoal, pessoas mal intencionadas ou enraivecidas com os elogios recebidos pelo cidadão Joaquim Barbosa, decidiram mesquinhamente falar sobre os recursos da Corte usados pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal para se deslocar ao Rio de Janeiro no final de semana de 2 de junho, quando assistiu ao jogo Brasil e Inglaterra no estádio do Maracanã. O STF afiançou à impresa que a viagem foi paga com a cota que os ministros têm direito, mas não divulgou o valor pago nem qualquer regulamento sobre o uso da cota.

Todos os brasileiros sabiam que, após todas as declarações honestas e íntegras do Presidente do STF e os elogios e reconhecimento do povo pela conduta desse cidadão, viria algum revide, por mais mesquinho que fosse, como é o caso, para tentar derrubar a imagem de homem probo que este cidadão criou.

O tribunal confirmou à reportagem que não havia na agenda do presidente nenhum compromisso oficial no Rio de Janeiro durante o final de semana do jogo no Maracanã. Esqueceu de informar o reporter, autor da notícia que Joaquim Barbosa tem residência na cidade do Rio de Janeiro e podia perfeitamente usar a cota de direito que o Supremo Tribunal confere a todos os ministros, para se deslocarem às suas cidades de residência. Isto é corriqueiro entre os políticos. Usar cota para viagem, que eles mesmos legislaram a seu favor, para se deslocarem de Brasília à suas cidades de residência. Por que, agora, depois de tanta polêmica alguém dá imensa importância ao fato do cidadão |Joaquim Barbosa usar de um direito seu, e como já foi dito dos demais ministro? Logicamente que a intenção é malévola. Muito mais perversa e maliciosa porque noticiam que  acompanhou o jogo ao lado do filho Felipe no camarote do casal de apresentadores da TV Globo Luciano Huck e Angélica. Segundo a Corte, isso é normal, posto que Joaquim Barbosa foi até sua cidade e portanto as despesas pagas pelo STF de Brasília ao Rio de Janeiro nada tem de desídia. Além do mais os voos de ida e de volta foram feitos em aviões de carreira.

A reportagem foi do jornal O Estado de S. Paulo (Estadão). Inclusive reportagem desse mesmo jornal de maio deste ano,  mostrou que ministros têm usado recursos da Corte para viagens durante o recesso forense, quando estão de férias, e para levar as mulheres em diversos voos internacionais. O total gasto em passagens para ministros do STF e suas mulheres entre 2009 e 2012 foi de R$ 2,2 milhões. Neste período, Barbosa utilizou recursos da Corte para passagens enquanto estava de licença médica e não participava dos trabalhos em Brasília. Os dados oficiais foram retirados do portal da transparência do Supremo após a reportagem por supostas “inconsistências”, ainda são palavras que constam da reportagem do dito jornal. Daí já se percebe que o informe foi pravo, torto, com o intuito único de desprestigiar o Ministro.

O Supremo diz que os ministros dispõem de uma cota para voos nacionais tendo como base uma decisão tomada em um processo administrativo durante a gestão de Nelson Jobim na presidência da Corte. Segundo o STF, a cota equivale a um deslocamento mensal para o estado de origem com base na tarifa mais alta para voos entre Brasília e Sergipe, devido ao fato de o ministro já aposentado Carlos Ayres Britto ser o integrante da corte naquele momento que morava na unidade da federação mais distante.

De acordo com o tribunal, a cota é anual e não é submetida a controle. As passagens podem ser usadas a qualquer momento, inclusive no recesso parlamentar, durante licenças, ou para viagens motivadas por interesses pessoais dos ministros.

À exceção do recém-empossado Luís Roberto Barroso, e de Celso de Mello, Marco Aurélio Mello e Teori Zavascki, os outros sete integrantes da atual configuração do tribunal usaram passagens áreas pagas pelo Supremo durante os recessos de julho e janeiro entre 2009 e 2012, segundo os dados que estavam no portal do próprio STF.